quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Prólogo

Acho que o primeiro foi aos 14 anos de idade.
Milan Kundera.

Depois disso foram um aqui e outro ali. E embora eu fosse jovem demais para compreendê-los formalmente, acredito que eu os tenha compreendido da melhor forma que era possível na época. A maneira que, embora lamentável, é a que realmente importa.


Aos 23 anos, já na faculdade e começando a ter uma idéia, digamos que, mais madura e quem sabe mais proveitosa sobre a literatura, eu comecei a escrever este diário de leitura. Junto dos trechos e expressões que me chamavam a atenção eu incluía, no caderninho, passagens sobre como andava a minha vida no momento.

Aqui estarão só os trechos das obras. O medo do ridículo me impede de incluir minhas intimidades rsss...

Muitos livros foram lidos e não constam neste compêndio porque eu não dispunha de paciência e disciplina para registrá-los no meu caderninho. Que vagabundo!


De modo algum tenho a intenção de desrespeitar os direitos autorais e de publicação das obras. Desejo apenas compartilhar e despertar a vontade de conhecer as histórias e os autores que fazem parte da minha vida. E, mais do que tudo, fazer um registro que seja mais confiável do que o papel ou um back up que podem se perder nas minhas gavetas e mudanças.

Quando eu voltar aqui e reler, vou viver tudo outra vez. A vida é breve e eu não posso reler todos os livros inteiros quando sinto saudade deles. Infelizmente. Porque o prazer que tenho quando fecho a última página, o repouso sobre meu peito e suspiro órfão, é um dos mais nobres que experimento na minha vida cheia de prazeres.

Os trechos aqui descritos não são, nem de longe, um sinal do que são as obras. Podem inclusive parecer não fazer parte delas, já que trata-se de recortes feitos com a tesoura do gosto - e ele inclusive pode mudar entre o café da manhã e a hora do almoço, fato que percebo agora, anos depois de ter começado minhas anotações.

Espero, do fundo do coração, que meus queridos amigos e estranhos corram às livrarias e aos sebos.

Quem sabe um dia desses a gente possa beber uma cerveja e ter aquele deleite literário emocionado típico dos bêbados.

Um abraço a todos.

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